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domingo, 14 de abril de 2013

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Puas.














(Foto de Vicente Arrifes)

TODAS AS PEÇAS DE ARTESANATO, CONSTRUIDAS POR (CARLOS DAMAS) ESTÃO ACINADAS COM O NOME E O ANO, GRAVADO EM CADA PEÇA.


Recordações que guardo desde quando eu era criaça em relação ao original destas ferramentas chamada (pua), com que eu e os meus irmãos brincava-mos quando eramos criaças.
E eu via o meu pai a trabalhar com a pua, quando tinha que arranjar um alguidar, ou um vazo de flores, ou outra peça de olaria.
Mas essa ferramenta foi esquecida e despresada, em termos de utilização.
E com o passar dos anos, a madeira da pua foi-se degradando, e ficou sem concerto e ao fim de muitos anos sem utilidade, e desistiu. Mas eu recordo perfeitamente como sendo hoje, como era e como trabalhava.
Estas peças são umas ferramentas, que serviam para fazer furos nas loiças de barro, quando reparadas, tal como este tipo de reparações que se faziam,em tempos não muito longincous.Sendo que para muita gente até era um objeto de subrevivência compulciva. Quando certos tipos loiças necessitavam de ser reparadas.
Por exemplo, dantes faziam-se amassaduras do pão, inclusive eu ainda sou do tempo em que os meus pais faziam amassaduras semanais, mas nos tempos dos meus avós nos tempos lavradores,nos montes, em que faziam as amassaduras para o sustento das famílias, e onde se utilizavam os grandes alguidares de olaria, que tinham por nome alguidares das amassaduras, quando havia um alguidar que por, uma queda estalava de um lado, de cima a baixo, esse mesmo alguidar que tanto era preciso, não se deitava fora, nem tinham que comprar outro, sendo reparado ficava como novo.
Preservavam-se da seguinte forma e maneira, no exterior eram feitos vários furos com esta ferramenta que tem por nome (pua) ferramenta esta que fazia uns pequeno furos, com meu centimetro de perfundidade, de cima a baixo nos dois lados do sitio estalado, os furos tinham que ficar em pares uns dos outros, ficando a parte estalada do alguidar ao meio das duas carreiras de furos, onde depois era (gateado) com arame, sendo o arame batido com um martelo para ser esmagado e as pontas do mesmo arame, com uma queda tipo agrafos, para entrar em cada dois buracos que ficavam a pares, esses bocados de arame trabalhados e posicionados no estalado do alguidar ou de outra peça de loiça de olaria, para não se abri e conservar-se por mais uns tempos ou até para o resto da vida de uma pessoa, suportando o peso do conteúdo que metiam dentro.
Eu por acaso ainda tenho um alguidar gateado, nas mesmas condições de arranjo e preservação que se usavam antigamente.












Escorpião.

























































(Fotos de Vicente Arrifes)


Este canudo, tem um buraco ao centro, tal como os outros canudos de assoprar e atear as lareiras, este canudo tem por nome (escorpião).
Este canudo tem escamas, tal como umas cobras pretas que há aqui no Alentejo, e que se vêem e, aparecem nos dias quentes de Verão, no campo nas paredes, quando estão ao sol, por isso é que tem o nome de escorpião, porque é idêntico a essas cobras pretas, desde as escamas à cor.
Para quem não sabe, no Alentejo chama-se à tal (cobra preta escorpião) e ao (escorpião do signo chama-se alacrau).




Primeira arte imaginada.







(Foto de Vicente Arrifes)

As duas primeiras peças de artesanato que fiz na descoberta da minha arte.

Que tem por nome corrente de uma só unidade, e cagueda.

A corrente é feitas de madeira de esteva.

E a cagueda, é feita de madeira de piorneira, a piorneira é um arbusto a que tem também por nome de piorno.

A cagueda servia para abetuar as culeiras dos chocalho de cabras, ovelhas etc....

Eu tinha treze a catorzes anos quando fui guardador de cabras. No campo guardando o gado, começo a ter ideias de entretenimento. Como andava quase sempre cortando com a navalha que usava para as merendas, como entretenha. E passando o tempo mais despercebido e até parece que o dia até passava mais depressa.

Um dia recordei de umas palavras que a minha bisavó, me tinha contado. Que há muitos anos atrás, quando a minha bisavó trabalhava na herdade de Barrancos, que fica a 7 quilómetros do Alandroal, onde o pai dela era feitor por conta do (josé Belo), nessa mesma herdade havia um rapaz que andava a guardar porcos, e fez umas correntes de madeira, do mesmo pedaço de madeira, sem que tive-se partido alguma argola da mesma corrente.

Foi nessa altura que eu comecei a pensar e a desenvolver a minha ideia no artesanato, ia fazendo e o que fazia era com perfeição.

A arte é a ideia, paciência, gosto, e jeito.

Isto tudo o artesão tem que ter em simultâneo para fazer peças de artesanato bonitas e valiosas, sem ter aprendido em algum lado ou com alguém, mostrando às pessoas a vocação que nasceu com ele.